2021–2022 — Articulação territorial, produção de conhecimento e compromisso com o Bem Viver




Entre 2021 e 2022, consolidamos um espaço de diálogo, escuta, construção coletiva e afeto, buscando novas formas de atuação e aprofundando nossas contribuições para a Comunidade Estância Jaraguá e o território seu território. Compreendemos que nosso trabalho vai além da realização de atividades: exige pesquisa, planejamento, trocas de experiências e articulação com pessoas e instituições comprometidas com a transformação social.

Mesmo com recursos financeiros limitados, investimos na qualificação de nossas práticas, ampliamos a participação em fóruns ligados às escolas da região e fomos convidadas a compartilhar nossas experiências em palestras e encontros. Também fortalecemos parcerias com coletivos e instituições e incentivamos o protagonismo dos jovens, que passaram a atuar como mediadores de leitura.

Nesse período, nossas ações e reflexões sobre a questão climática e a educação ambiental ganharam consistência, apoiadas pelo diálogo com pessoas de referência nessas áreas. Aprofundamos, assim, a compreensão de que cultura, educação, natureza e justiça social são dimensões inseparáveis na construção de territórios sustentáveis e comprometidos com o Bem Viver.

Esse percurso demandou tempo, dedicação e trabalho coletivo, muitas vezes sem os recursos necessários para sustentar toda a dimensão do que desejávamos realizar. Ainda assim, seguimos movidas pelo compromisso com a comunidade e pela convicção de que era possível construir outras realidades. O Quilombo da Parada fortaleceu-se, então, também como espaço de produção de conhecimento, articulação territorial e contribuição para o desenvolvimento social e sustentável da comunidade.

Entre muitas águas, ventos e sonhos, convivemos com o cansaço e os desafios da sustentabilidade institucional, mas também com a força dos encontros e o desejo profundo de permanecer.

Permanecer, significou continuar fazendo, transformando nossas práticas e reafirmar o compromisso com as crianças, adolescentes, mulheres, com o território e com a construção coletiva de outros modos de viver e existir. 

Coletivo Cultural Esperança Garcia 

















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