2015 a 2020 — Marcos da trajetória
2015 — Ampliação das condições de realização das ações
No final de 2015, fomos
contempladas na 1ª edição do Fomento à Cultura de Periferia. Esses
reconhecimentos contribuíram para ampliar as condições de realização e
continuidade das atividades no Quilombo da Parada. Nesse período, nossas
parcerias se fortaleceram e se diversificaram, ampliando as linguagens
artísticas desenvolvidas em nosso quintal e consolidando o espaço como lugar de
encontro, criação e formação cultural na Comunidade Estância Jaraguá.
2018 — Fortalecimento de
lideranças periféricas
Em 2018, fomos convidadas a
participar da 1ª edição do edital Elas Periferias, da Fundação Tide
Setubal, voltado ao fortalecimento de lideranças. Essa participação representou
um importante reconhecimento de nossa trajetória e de nossa atuação
comunitária, especialmente no fortalecimento de iniciativas lideradas por
mulheres nas periferias.
2019 — Continuidade e
consolidação institucional
Em 2019, fomos novamente
contempladas pelo Fomento à Cultura de Periferia na 3ª edição e pelo PROAC Culturas Negras
do programa. Essa conquista reafirmou a continuidade do trabalho desenvolvido e
contribuiu para sustentar as ações culturais, educativas e comunitárias
realizadas no Quilombo da Parada. Pandemia, adaptação e solidariedade
comunitária, com a chegada da pandemia de Covid-19, em 2020, precisamos
adaptar nossas atividades às restrições sanitárias e às novas necessidades da
comunidade. Para garantir a continuidade das ações educativas e culturais,
instalamos internet na comunidade, possibilitando que crianças e adolescentes
participassem das atividades em formato on-line e com maior segurança. Foi um
período doloroso, marcado por perdas, incertezas e pelo agravamento das
desigualdades sociais. Diante desse cenário, ampliamos nossa articulação com
instituições públicas e privadas, mobilizando apoio para a distribuição de
cestas básicas, produtos de higiene e a manutenção de atividades culturais com
crianças e adolescentes. Nossa atuação também alcançou famílias que não estavam
diretamente vinculadas aos projetos, mas que enfrentavam situações de
vulnerabilidade e necessitavam de apoio.
Essa experiência evidenciou a
importância das redes de solidariedade e fortaleceu o reconhecimento do
Coletivo Cultural Esperança Garcia na Comunidade Estância Jaraguá. Mais do que
adaptar projetos, buscamos preservar vínculos, apoiar famílias e assegurar que
a cultura, a educação e o cuidado continuassem presentes, mesmo diante das
adversidades.
A pandemia reafirmou o papel do Quilombo
da Parada como espaço de referência comunitária, acolhimento e resistência,
demonstrando que nossa atuação vai além da oferta de atividades culturais:
envolve compromisso com a vida, a dignidade e a garantia de direitos.
Coletivo Cultural Esperança
Garcia






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