Mulheres negras por elas mesmas por Rosângela Praxedes O ponto de vista das mulheres sobre as suas circunstâncias quase nunca está plenamente representado na literatura. Quando pensamos nas representações sobre as mulheres negras e suas realidades específicas na sociedade brasileira, então, é fácil percebermos como as identidades estão diluídas nas representações dominantes construídas sobre as “mulheres” em geral. Em muitos textos considerados clássicos, as mulheres negras aparecem para servir a mesa e a cama, arrumar a casa e desaparecem. Essas representações estão amplamente difundidas, mas nenhum texto as sintetizam melhor, ou pior, do que “Casa Grande & Senzala”, de Gilberto Freyre, por expressar as narrativas dos senhores de escravos que combinam opressão colonial racista com submissão patriarcal. As histórias que envolvem mulheres negras ocorrem em ambientes das classes abastadas, protagonizadas pelos proprietários e proprietárias quase nunca negros, nunca mulhere...
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BIOGRAFIA CAROLINA MARIA DE JESUS
Carolina Maria de Jesus nasceu a 14 de Março de 1914 em Sacramento -MG, cidade onde viveu sua infância e adolescência. Seus pais, provavelmente, migraram do Desemboque para Sacramento quando houve mudança da economia da extração de ouro para as atividades agropecuárias. Quanto a sua escolaridade em Sacramento, estudou em um colégio espírita, que tinha um trabalho voltado às crianças pobres da cidade, através da ajuda de pessoas influentes. Carolina estudou pouco mais de dois anos. Toda sua educação formal na leitura e escrita é com base neste pouco tempo de estudos. Mesmo diante todas as mazelas, perdas e discriminações que sofreu em Sacramento, por ser negra e pobre, Carolina revelou através de sua escritura a importância do testemunho, como meio de denúncia, da desigualdade social e do preconceito racial. Sua obra mais conhecida, com tiragem inicial de dez mil exemplares esgotados na primeira semana, e traduzida em 13 idiomas nos últimos 35 anos é "Quarto de Despejo -Diário de ...
Mulheres Pretas Compartilhando Saberes e Experimentos Artísticos no Quilombo da Parada - julho/19
Em julho, realizamos a finalização do nossos processos com o projeto Mulheres Pretas Compartilhando Saberes e, também, com o encontro de Experimentos Artísticos com parceiros para os próximos passos. Sobre o Mulheres Pretas Compartilhando Saberes, podemos dizer que todo o processo desde a premiação do edital veio cheio de surpresas e aprendizados. Realizamos a produção, articulação e atividades acreditando em todos os processos e vivencias que já havíamos acumulados nos últimos anos com parcerias que fazem parte da história do Coletivo como também, outras que chegaram ao longo do processo. O processo foi desafiador e importante tanto para quem realizou, no caso Nós, quanto para quem participou, o resultado? São parcerias incríveis no território e com pessoas que acreditam e querem estar em rede com a gente e dar continuidade ao trabalho necessário que aqui precisamos fazer. Ahh! Nessa data, também, como produto final do projeto apresentamos o Calendário do Coletivo Cultura...
