domingo, 13 de julho de 2014

Oficina sobre o que é saúde e saúde das mulheres negras...

No último dia 07 nos reunimos com os usuários do CAPS AD III - Brasilândia para iniciar o projeto com a primeira oficina - Saúde e Saúde da Mulher Negra.
Uma fonte rica de articulação de ideias, sentimentos e possibilidades para novos ares de saberes e conhecimento. 
O mais interessante foi que maioria dos participantes eram homens, e são esses que pouco 
temos a oportunidade de compartilhar e saber o que pensam sobre a relação com o outro, violência contra mulher, os papeis sociais, o que traz bem estar para si e as angústias que envolvem suas cabeças e corpos no cotidiano. 
Trabalhamos o conceito de saúde, a memória e o conhecimento de si,  estimulando os sentidos e a expressividade de cada participante com cores, cheiros e o auto retrato.
 O retorno foi imediato e foi possível degustar cada palavra e sentimento demonstrado e o que estava quieto, de cabeça baixa como um sopro de primavera numa rosa foi aberto e partilhado. 
Agradecemos as técnicas Vera e Simone que nos ajudaram dando toda a assistência necessária para o dia e os homens e mulheres que participaram do encontro.




























































Formação Aberta 05/07

No último sábado fizemos nossa formação aberta no Bar do Carlita que gentilmente nos cedeu o espaço onde também acontece uma vez por mês o Sarau da Brasa.

Nossa intenção com o projeto LIBERTANDO A VOZ E O CORPO - SAÚDE DA MULHER NEGRA: CUIDADO, EQUILIBRIO E TRANFORMAÇÃO NO REPENSAR DE SI  é discutir a saúde, o cuidado e o repensar de si numa perspectiva de bem-estar, valorizando nos encontros de formação aberta e nas oficinas que damos no Caps AD III a sabedoria popular, troca de saberes, produção cultural e artística afro-brasileira, estimulando os sentidos e a expressividade de cada participante.

No bate-papo com a Clélia refletimos sobre a Saúde psíquica das mulheres negras norteados pela superação e resistência dessas guerreiras. Clélia nos possibilitou um grande emaranhado de dúvidas, questionamentos, curiosidade e o repensar de si na relação com o outro, na configuração interpessoal dos homens negros, relações conjugais, racismo, sexismo, resiliência, resistência, no racismo institucional, discriminação, preconceito, nas configurações individuais: baixa autoestima, inadaptação, desenraizamento, e psicopatologias. O encontro foi muito rico, o tempo foi pequeno e ficou um gosto de quero mais nos lábios de todos que participaram e compartilharam suas angústias e dúvidas.
Agradecemos a todos e todas pela presença e em especial a psicóloga Clélia Prestes que partilhou conosco suas vivências e trabalho de pesquisa.

Para saber mais sobre a tese da Clélia acesse: Feridas até o coração, erguem-se negras guerreiras. Resiliência em mulheres negras: transmissão psíquica e pertencimentos.



  










sexta-feira, 27 de junho de 2014