Reflexões do dia 25 de julho
Hoje o dia é nosso. Dia que foi escolhido para discutirmos nossas vivências, presenças e ausências, dia de luta, dia de reflexões, dia de discutir nosso papel na sociedade. Peraí, nosso papel? Esta aí uma questão que sempre me intriga. Fico pensando nos tantos papeis que desempenhamos, não, não usarei chavões porque essas todas nós já gritamos muito aos ventos. Hoje, gostaria muito que fosse uma data festiva, uma data em que realmente pudéssemos estar juntas, uma data que rendesse homenagens em escolas a tantas mulheres negras heroínas que temos na nossa historia, queria que fosse um dia em que eu olhasse pra minha vó, mãe e filha e desse os parabéns e elas por sua vez sentisse que esta data as representasse. Nosso tão dito papel, sempre foi de plantar as sementes, o papel de nutrir de ensinar, papel de fazer o campo florir, isso é desde os tempos de casa grande. Eu ainda acredito em um dia que possamos andar nas ruas com nossos turbantes, de dreads, de Black, de tranças, com...