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Salve  Última formação aberta do Coletivo Cultural Esperança Garcia. 
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Salve  No dia 25 de agosto realizamos mais uma oficina no CAPS AD tratando do tema saúde da mulher negra. Nessa formação o enfoque foi o bem estar, cuidado e equilíbrio. Buscamos construir um momento de reflexão sobre as nossas ações cotidianas que nem sempre permitem que possamos pensar em cuidados prévios com o nosso corpo.  Ressaltamos as dificuldades de sermos todos e todas moradores da periferia de São Paulo, homens e mulheres, negros ou não e como tal realidade histórico/social afeta e dificulta  os cuidados com a saúde. Exaltamos que se os preconceitos são uma das formas de dominação social, histórica e cultural, dificultando que a vitima dessa violência encontre caminhos saudáveis para encarar a realidade cotidiana, como é possível vivenciar o bem estar, ideia tão difundida nos dias atuais.  Foi uma troca de ideias que nos permitiu conhecer um pouco da realidade dos participantes que se sentiram a vontade de trazer a tona as suas histórias de...
Negra  - Serafina Machado Sou Mulher Sou negra Escura como a noite. Escura como o Nilo, jorrando ondas de negralma. Fui escrava. Como mucama limpei o caminho dos meus senhores. Fui corpo, sangue, orifício para o prazer do outro. Fui operária, doméstica, lavadeira... Negrimaculei a alvazia sociedade. Costurei o rasgo da invisibilidade. Subi o morro: Favela de São Jorge. Lá no alto, fui pássaro... Cantei. Da África para o mundo Mostrei minha voz humilhada, Porém, no ritmo do tambor, Forte. Fui vítima Da minha cor, do meu sexo. Muitas portas Fechadas. Fui guerreira e acordei No meio da noite... tiroteios São Jorge havia liberado o dragão. Cuspes de fogo tentaram queimar meus sonhos. Resisti... Sou mulher Sou Negra Sou pobre Sou história. Escura como a noite. Escura como o Nilo, jorrando ondas de negralma.

Saúde das Mulheres Negras e Periféricas - Troca de ideia com o Coletivo Mulheres na Luta

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Salve No dia 24 de agosto realizamos uma troca de ideias com o Coletivo Mulheres na Luta, do Grajaú. Refletimos sobre a saúde das mulheres negras e periféricas,  algumas questões auxiliaram  a nossa discussão: O que é saúde para nós? O que é qualidade de vida?  Será que vivenciamos com plenitude essa ideia de saúde?  De que forma a sociedade racista e machista prejudica o desenvolvimento digno da saúde das mulheres negras e periféricas?   A nossa conversa contou com troca de experiências vividas pelos presentes.  Parabéns ao grupo pela iniciativa, m uito obrigada  Mulheres na Luta pelo convite e um salve a tod@s que somaram no dia.

Bate papo Sexualidade da Mulher Negra: Direitos e Limites

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5º Mijba em Ação

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Reflexões do dia 25 de julho

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Hoje o dia é nosso. Dia que foi escolhido para discutirmos nossas vivências, presenças e ausências, dia de luta, dia de reflexões, dia de discutir nosso papel na sociedade. Peraí, nosso papel? Esta aí uma questão que sempre me intriga. Fico pensando nos tantos papeis que desempenhamos, não, não usarei chavões porque essas todas nós já gritamos muito aos ventos. Hoje, gostaria muito que fosse uma data festiva, uma data em que realmente pudéssemos estar juntas, uma data que rendesse homenagens em escolas a tantas mulheres negras heroínas que temos na nossa historia, queria que fosse um dia em que eu olhasse pra minha vó, mãe e filha e desse os parabéns e elas por sua vez sentisse que esta data as representasse. Nosso tão dito papel, sempre foi de plantar as sementes, o papel de nutrir de ensinar, papel de fazer o campo florir, isso é desde os tempos de casa grande. Eu ainda acredito em um dia que possamos andar nas ruas com nossos turbantes, de dreads, de Black, de tranças, com...