sábado, 27 de abril de 2013




 *DOMINGO NA CASA 28/04 => ODISSEIA DAS FLORES + CUMBUCA MARIA ( EDIÇÃO ESPECIAL DE 01 ANO MOVIMENTO ECOCHIC * EXPOSIÇÃO , PERFORMANCE, BAZAR E OFICINAS) DAS 15 HS AS 23 HS

 *SEGUNDA NA OLIDO 29/04=> HIP HOP * LITERATURA * MEMORIA E ORALIDADE ( JAMES LINO + DJ SIMONNE LASDENAS + BANDA ALAFIA + FERNANDO PENTEADO + LUNNA RABETTI + KIKA SILVA + LILIAN SANKOFA + FABIO BOCA E JÔ MALOUPAS) DAS 18 HS AS 20:30 HS









terça-feira, 26 de março de 2013

CARTA MANIFESTO SOBRE O ROMPIMENTO DOS COLETIVOS DE TEATRO NEGRO DE SÃO PAULO COM A “MOSTRA DA NOVA DRAMATURGIA DA MELANINA ACENTUADA”.


“Negros que escravizam e vendem negros na África não são meus irmãos
  Negros senhores na América a serviço do capital não são meus irmãos
  Negros opressores em qualquer parte do mundo não são meus irmãos...”
(Trecho do poema “OS NEGROS” de Solano Trindade).

O MOVIMENTO DE TEATRO NEGRO DE SÃO PAULO manifesta aqui toda sua indignação e perplexidade diante do tratamento desrespeitoso direcionado aos coletivos de teatro: CAPULANAS CIA DE ARTE NEGRA, OS CRESPOS, COLETIVO NEGRO E GRUPO CLARIÔ DE TEATRO, pela curadoria e coordenação da "MOSTRA DA NOVA DRAMATURGIA DA MELANINA ACENTUADA”, que ocorre na Cidade de São Paulo, desde novembro de 2012, no TEATRO DE ARENA EUGÊNIO KUSNET, financiada pelo EDITAL DE OCUPAÇÃO DO TEATRO DE ARENA EUGÊNIO KUSNET/ 2012 (2º SEMESTRE).

É com tristeza que anunciamos nossa inevitável retirada, no mês de fevereiro de 2013, do “evento” supra-citado .

Somos coletivos comprometidos com a politização de questões raciais e sociais no teatro, e nosso reconhecimento é legitimado pelo público, movimentos sociais  e crítica, que reconhecem a qualidade estética de nossos trabalhos e a importância da militância político-artística no centro e nas periferias de São Paulo.
Para nós, a ocupação histórica do teatro de Arena - espaço de referência e luta  desde a década de 50 no Brasil -  pela Mostra referida, era mais um passo importante na trajetória do Teatro Negro brasileiro e, por este motivo, havíamos nos colocado à inteira disposição para seu fortalecimento. Disponibilizamos nossas obras, corpos e pensamentos, a fim de somar forças, estabelecer trocas e propiciar um passo fundamental na conquista de novos olhares, rumo à dramaturgia negra do século XXI. No entanto, no decorrer do processo de nossas participações, observamos um olhar estrangeiro, contraditório e, finalmente dissimulado e desrespeitoso, por parte do coordenador/curador/idelizador da Mostra: Aldri Anunciação. Por vezes tentamos dialogar, mas apesar do discursoaparentemente ser o mesmo, os modos de trabalho moram em pólos diferentes: apropriação não é pertencimento. 
Inúmeras falhas ocorreram durante o processo. É evidente que a legitimade de uma mostra de dramaturgia negra em São Paulo se dá pela força de atuação dos coletivos locais, porém o desconhecimento e falta de interesse do curador à respeito da trajetória de cada coletivo,  desembocou em uma série de incoerências. Em meados de setembro de 2012 os grupos foram sondados para participar da Mostra, sendo que alguns, depois de iniciados os contatos, foram simplesmente ignorados durante o processo de negociação. Em contraponto, outros foram incluídos na programação antes do fechamento de sua participação; datas foram modificadas sem acordo; materiais de divulgação expostos com inúmeras falhas, retirados da internet sem  consentimento. Uma absoluta desorganização e falta de comprometimento que, até certo momento relevamos, na tentativa de compreender e preservar a Mostra.
Descobrimos que o esforço e parceria por nós ofertados não era recíproco. Os Grupos paulistas fecharam sua participação na Mostra por uma “ajuda de custo”(já que o que nos foi informado era que a verba destinada era pouca, para o tanto que queriam e iriam produzir). Nós topamos, como já foi dito, por questões ideológicas. No entanto, os coletivos tomaram conhecimento do tratamento diferenciado ao elenco do Rio de Janeiro. Era discrepante a diferença financeira oferecida à produção carioca, em relação ao cachê. Pedimos um encontro para esclarecimentos e exigimos tratamento igualitário.  Em reunião, o coordenador da Mostra deu continuidade ao mau tratamento, enfatizando haver de fato uma separação entre trabalho de grupo: “os que participam pela causa”;  e elenco: “os que participam pelo cachê”. O rumo da prosa foi a lógica de Mercado, e o discurso político foi transformado em valores.  Diante disso, não poderíamos chegar a outra conclusão senão, a de que estávamos sendo EXPLORADOS EM NOSSA PRÓPRIA CASA e usados para legitimar uma proposta que não passava de cartaz.

Lembrando novamente do irmão Solano:
“Quando eu nasci,
Meu pai batia sola,
Minha mana pisava milho no pilão
 para o angu das manhãs…
Portanto eu venho da massa. Eu sou um trabalhador.”  
     (Trecho do poema “autobiográfico”, de Solano Trindade)

Nós somos trabalhadores e dizemos: NÃO!
NÃO aceitamos permanecer na MOSTRA, porque os meios utilizados NÃO nos levaram a um mesmo fim ideológico, que antecede qualquer questão financeira: o respeito, a confiança, a parceria, a verdade.
Nós: OS CRESPOS, CAPULANAS CIA DE ARTE NEGRA, COLETIVO NEGRO E GRUPO CLARIÔ DE TEATRO rompemos.
Após o rompimento (que primeiro foi comunicado aos organizadores da Mostra), solicitamos uma carta de retratação por parte da coordenação, que foi resumida com a frase:  “POR MOTIVO DE FORÇA MAIOR”.                                                                                                              
E é por MOTIVO DE FORÇA MAIOR: R E S P E I T O  (com nós mesmos, nosso público, nosso posicionamento político-ideológico, a história do teatro negro brasileiro, nossos sonhos e obras), que nos afastamos da Mostra. 
Acreditamos que nossa ruptura pode contribuir para a evolução das próximas mostras e para o compromisso, respeito e ética com as futuras apresentações destes, e outros coletivos.

NOTA:
Desde nossa saída estamos sendo acusados de boicotar o evento por descontentamento financeiro”, e responsabilizados pelo esvaziamento das atividades propostas na programação (falha de divulgação da organização). 
Esperamos que nosso desabafo-manifesto sirva de esclarecimento ao nosso público e interessados sobre os reais motivos de nossa retirada e, que os mesmos compreendam e apoiem a nossa decisão.

Aqui também, anunciamos nosso respeito e consideração aos inúmeros participantes da “MOSTRA DA NOVA DRAMATURGIA DA MELANINA ACENTUADA”, mestres que por ali passaram e passarão, parceiros de luta, trabalho e vida. Irmãos. Bem como os parceiros cariocas, que nada tem a ver com a displiscência da organização desta Mostra de Dramaturgia Negra.

Axé.

Esta é uma posição coletiva.

São Paulo, 23 de março de 2013.
Movimento de Teatro Negro de São Paulo.

“Os tambores não são mais pacíficos
Até as palmeiras têm amor à liberdade”.
(Trecho do poema  “Canto dos Palmares” - Solano Trindade)

Para maiores esclarecimentos:
GRUPO CLARIÔ DE TEATRO: www.espacoclario.blogspot.com

-- 
Capulanas Cia de Arte Negra
www.ciacapulanasblogspot.com

sexta-feira, 8 de março de 2013

I SEMINÁRIO DE LITERATURA DA PERIFERIA (15,16 e 17 de março)


O seminário pretende discutir e analisar a produção literária das periferias, em SP e fora do estado, com base nos eixos: Política, Educação e Estética, em três palestras/debate com a presença de escritores/as (poetas e prosadores) educadores/as e pesquisadores/as que atuam e refletem o tema.



PROGRAMAÇÃO:

15/03/13 (sexta-feira)- das 18h às 20h
Tema: Literatura da periferia e política: trança de raiz?

Sinopse: Entre manifestos e manifestações a literatura da periferia parece gritar em todos os seus temas. Nela o direito à existência é afirmado na denúncia e no amor, na dureza da narrativa e no gozo do verso e vice-versa. A proposta é discutir quais são as aproximações ente a produção literária da periferia (oral e escrita) e a ação política inerente ao ser social. Onde elas se encontram? Ou mesmo, é possível existirem separadas?
Palestrantes: Nelson Maca (BA) e Ruivo Lopes (SP)
Mediador: Diego Arias (Sarau da Brasa)

16/03/13 (sábado)- das 18h às 20h
Tema: Barreiras visíveis e invisíveis: Teorias e práticas que se entrelaçam na Educação e na Literatura da periferia.

Sinopse: A proposta é que os convidados discorram sobre suas atuações entre o universo da Educação e da criação literária da periferia, suas visões e perspectivas neste trânsito de conhecimentos que podem potencializar cada vez mais as relações sociais. Como encontrar brechas para aguçar o imaginário dos educandos no ensino formal, como desenvolver ações no ensino dito informal, em que saraus, centros culturais independentes estão em movimento, engrossarão o caldo neste encontro.
Palestrantes: Allan da Rosa (SP) e Celinha Reis (SP)
Mediador: Michell da Silva - Chellmí (Sarau da Brasa)

17/03/13 (domingo) - das 17h às 19h
Tema: Entre as frestas da forma: Rachaduras e horizontes.

Sinopse: A mesa propõe discutir e analisar o desenvolvimento estético da literatura da periferia (oral e escrito), a relação e os entraves com a atuação engajada de seus protagonistas.
Palestrantes: Cidinha da Silva (MG) e Érica Peçanha (SP)
Mediador: Michel Yakini (Sarau Elo da Corrente).

Dias: 15, 16 e 17 de março de 2013.

Local: Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso
Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641. Vila Nova Cachoeirinha. Zona Norte.
(ao lado do terminal Cachoeirinha)


Organização: Sarau da Brasa, Sarau Elo da Corrente, Projeto Espremedor e CCJ Ruth Cardoso.

Projeto contemplado no Edital de Ocupação do CCJ.

sexta-feira, 1 de março de 2013

SLAMULHER E A POÉTICA URBANA DA JOVEM MULHER NEGRA CONTEMPORÂNEA



Realização: Revista O Menelick 2º Ato e Núcleo Bartolomeu de Depoimentos

Data: 7 de Março, quinta-feira

Horário: 19h às 22h

Local: Ação Educativa - Auditório


Atividades: Roda de Conversa (Tula Pilar, Raquel Almeida e Roberta Estrela D´Alva) + Slam


Horários

Roda de conversa: 19h30 às 20h45

Slam: 21h às 22h




Bate-papo: A partir dos textos publicados na revista O Menelick 2º Ato: Poetizar a Existência e o Ser Feminino (Renata Felinto, edição 08) e Declama-te ou te devoro: o Poetry Slam e a Celebração Urbana da Poesia Falada (Roberta Estrela D´Alva, edição 07), as poetisas Raquel Almeida, Tula Pillar e Roberta Estrela D´Alva falarão sobre o atual momento da produção contemporânea literária das jovens mulheres negras poetisas das beiradas da cidade de São Paulo.

A poesia e o slam são duas faces de uma mesma linguagem. O debate propõe uma reflexão estética e literária sobre as convergências e divergências da produção de ambas as formas poéticas e o seu papel na luta cotidiana da mulher negra e periférica na atualidade.


Convidadas: Tula Pillar, Raquel Almeida e Roberta Estrela D’Alva

Mediação: Chris Gomes / Renata Felinto
SLam: Condução do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, microfone aberto apenas para mulheres. Distribuição de prêmios aos vencedores da noite!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013




O Centro de Referência às Vítimas de Violência do Instituto Sedes Sapientiae, dando continuidade às atividades do Projeto do CNRVV "Rede de Pólos de Prevenção à Violência Doméstica, Abuso e Exploração Sexual", convida a todos (as) para participar do Fórum de Enfrentamento à Violência. Neste mês o tema será:


“PARCERIAS NO ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA”


Palestrantes Convidados:


· Dr. Ariel de Castro Alves – Advogado. Especialista em Segurança Pública pela PUC- SP. Vice Presidente da Comissão Especial da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB.

· Dr. Antonio Carlos Malheiros – Coordenador da Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

· Dr. Antonio Sérgio Gonçalves – Psicanalista, Especialista em Farmacodependencias pelo PROAD - UNIFESP e Mestre em Psicologia e Educação pela FE/USP. Membro Efetivo do Departamento Formação em Psicanálise e representante, do Instituto Sedes Sapientiae, no Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas - CONED.

· Dra. Albertina Duarte Takiuti – Mestre e Doutora em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo. Coordenadora Estadual de Programa Saúde do Adolescente.


Coordenação do Fórum:

 Dalka Chaves de Almeida Ferrari
Coordenadora Geral e da Área de Parcerias do CNRVV.
Membro da Diretoria do Instituto Sedes Sapientiae.



28 de Fevereiro de 2013, Quinta-feira

das 14:00h às 16:00hs

(Rua Ministro Godoi, 1484 - Perdizes - SP / Tel. (11) 3866-2756). 


Não é necessária inscrição prévia.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Lançamento do livro PERIFEMINAS, em São Paulo





Lançamento do livro PERIFEMINAS, em São Paulo

Por Cidinha da Silva


PERIFEMINAS: uma história do Hip Hop narrada por mulheres! Assim eu chamaria esta obra de vozes e olhares múltiplos. Algumas autoras apresentam o currículo, listam os feitos no movimento Hip Hop e isso também é significativo, dada a pouca consideração pública à participação transformadora e estruturante das mulheres na cena. Outras refletem de maneira mais ampliada e filosófica sobre o movimento e sua própria trajetória. Outras, ainda, ensaiam bons textos de ficção como “Banquete de reis.” 

As autoras fazem elegia a elas mesmas, são plenas de orgulho e amor para contar histórias de mulheres que estiveram na base da projeção de vários homens, escondidas, carregando o piano. Contam também histórias de mulheres que ousaram lançar CDs, sozinhas, sem qualquer tipo de apoio. Há tímidos suspiros de crítica interna à presença e ação das manas na cena.

Mulheres cristãs, rastafáris, católicas, candomblecistas e umbandistas, umas tantas sem crença religiosa, professam dois lemas fundamentais: o primeiro, “O Hip Hop salva” e o segundo, “Lugar de mulher é onde quer que ela queira estar.” 

Embora possa parecer expressão messiânica, ter tido a vida salva pelo Hip Hop foi realidade para muitos manos e manas que ouviram uma frase de promoção do amor próprio, um verso de solidariedade, uma palavra de respeito ao que se é, pelas ondas do rádio, quando estavam tristes e depressivos, sem perspectiva pessoal e político-social na quebrada.

Há mais do que MCs, Bgirls e grafiteiras neste PERIFEMINAS, todas as autoras do livro “criaram-se” no Hip Hop. Foi ali que muitas passaram a entender-se e afirmar-se como negras. Outras, não-negras, constituíram uma irmandade estética, de classe e gênero, passando a praticar a solidariedade racial.

PERIFEMINAS nos conta muito de nós, do que sabemos e do que estamos por descobrir. Que a leitura nos apresente mais de nós mesmas. 



Local: Ação Educativa - Rua:General Jardim, 660- Vila Buarque (Centro).
Dia: 06 de Fevereiro de 2013.
Horário: das 19:30 ás 22:00.



Axé pra Nós...


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

OFICINAS TENDAL DA LAPA




INSCRIÇÕES A PARTIR DE 14 DE JANEIRO 

ORATÓRIA
Prof. João Leitão 
sábados , das 13h30 às 16h30 (9 encontros)
idade: a partir de 18 anos
início: 26 de janeiro de 2013 - 35 vagas

DANÇA DO VENTRE
Profª Nuish Bellaluna 
sextas, das 20h às 22h
idade: a partir de 15 anos
início: 15 de fevereiro de 2013 - 35 vagas

DANÇA DO VENTRE - Básico 2
sábados, das 15h às 17h
Profª Nuish Bellaluna
idade: a partir de 15 anos
início: 16 de fevereiro de 2013 - 10 vagas

CORDEL (Literatura e Contação de História)
Profª Cleusa Santos
sábados, das 15h às 18h
idade: a partir de 10 anos
início: 23 de fevereiro de 2013 - 15 vagas

DANÇA ÁRABE 
Profª Nathifa
sábados, das 10h às 12h
idade: a partir de 16 anos
início:16 de fevereiro de 2013 - 20 vagas

DANÇA CIGANA
Profª Nathifa
sábados, das 12h às 13h30
idade: a partir de 16 anos
início:16 de fevereiro de 2013 - 20 vagas

SAHAJA YOGA - MEDITAÇÃO
Profª Maria José
quartas feiras, das 18h às 20h
idade: a partir de 16 anos
início: 16 de janeiro de 2013 - 15 vagas


Local: Rua Guaicurus, 1100 /  Rua Constança, 72
Lapa - CEP 05033-002
Tel: 3862-1837

As oficinas são gratuitas e as inscrições devem ser feitas, pessoalmente, na administração do Tendal, de segunda a sexta, das 9h00 às 17h00.
(só o RG é suficiente - anotamos nome completo, telefones de contato e e-mail)



Fonte:  http://tendaldalapa.blogspot.com.br/



sábado, 19 de janeiro de 2013

Prêmio Mulheres Negras Contam Sua História





EDITAL DE CHAMADA PÚBLICA
Fonte:http://www.spm.gov.br/Editais/editais-2012/edital-chamada-publica-mulheres-negras

sábado, 29 de dezembro de 2012

Falecimento


Salve irmão Daniel é com lagrimas no olhos que nos despedimos. Com muitas dificuldades/estranhamento  o fim da vida é certo a morte chega silenciosa.
Assim como a onda do Mar que vem até as margens e volta para o oceano, se foi nosso irmão Daniel, com seu jeito alegre, humilde...

Obrigado por comungar seu conhecimento...

Olorum o receba com muitas bençãos...


Os Tambores de Daniel
por Sonia Bischain

Tambores solitários,
silenciados.
Tambores mudos!
Dores...

Estranha melodia
a liberar angústias
vertem lágrimas
de despedida.

O toque hábil
dos dedos sobre o couro,
cadê?

O batuque
a recitar preces,
cadê?

A mão negra
a cultuar deuses,
a despertar homens,
cadê?

Tambores...
sons de guerra,
linguagens de luta
anunciando libertação,
cadê?

Tambores mudos?
Não!
Os tambores tocam
na força do vento,
no canto das águas.

Os tambores tocam
onde os corpos
viram estrelas,
onde brilham as almas.

Ouço o toque hábil
dos dedos
sobre o couro dos tambores
a despertar os homens.



Axé pra Nós

sábado, 1 de dezembro de 2012

Encerramento do Projeto "Estética Negra - Uma Beleza Enraizada" no C.R.A.S Vista Alegre

Dia 28/11/12 encerramos as atividades do ano no C.R.A.S Vista Alegre,  o projeto "Estética Negra - Uma Beleza Enrizada" foi aprovado no VAI (valorização de iniciativas culturais) este ano 2012.
A proposta do projeto foi trabalhar cabelo crespo, corpo da mulher negra e customização.
Foi um trabalho enriquecedor para todas nós integrantes do Esperança Garcia, a troca com as mulheres frequentadoras do C.R.A.S Vista Alegre foi intensa e verdadeira e ficou um gostinho de quero mais.
Fica aqui o nosso agradecimento a todas as mulheres e as crianças que puderam participar das oficinas ao todo 8 encontros ao longo do ano, agradecer a organização do C.R.A.S vista Alegre e ao VAI.

Ano que vem tem mais!!!

AXÉ PRA NÓS!!!


Mari, Ju Queiroz e Sirlene
Ana Carolina 





















segunda-feira, 12 de novembro de 2012

ENCONTROS E REFLEXÕES: TERÇA AFRO



O projeto propõe ao público jovem e infantil um mergulho no universo das tradições culturais afro-brasileiras. O ciclo deste mês contará com convidados especiais!
Dia 06 – Dimas Reis, idealizador do projeto “Guardiões Griô”;
Dia 13 – Vanessa Silva, criadora da marca Dendelândia e conhecedora das comidas e sabores afro-brasileiros;
Dia 20 – Contação de histórias e oficina de construção de bonecas negras;
Dia 27 – João Cândido, artista plástico autodidata, criador das obras da mostra “Fazendo o Viver em Obras”, em exposição no CCJ.
De 06 a 27/11, terças, das 14h às 16h. Local: Espaço Sarau.
Fonte: http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br/2012/10/24/terca-afro-3/



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Oficina de Customização: Compartilhando antigos e novos saberes


Dia 31 de outubro voltamos ao CRAS Vista Alegre para continuar a prosa.

Relembramos que muitas vezes não nos sentimos femininas, ocupamos o papel da mãe, da esposa, da guerreira, mas e a nossa feminilidade, onde está enraizada?

Vivemos em uma sociedade que traz padrões estéticos estabelecidos, onde temos que ser magras, altas, com cabelos compridos e lisos, valorizamos a juventude e o que acreditamos que ela nos traz.

Nesse trabalho buscamos desconstruir esses padrões estéticos, e reconstruir o nosso estético, o que nos faz sermos individualmente lindas e procuramos a nossa beleza, essa que muitas vezes fica esquecida. Cada traço, cada marca no rosto, cada característica física traz consigo uma história, uma conquista.










Os espelhos, as cores e o nosso jeito

Refletidas nos espelhos vemos....

...os variados tons da nossa pele, o brilho do nosso olhar, as marcas que vida nos deu. Vemos corpo e cabelos, às vezes de forma tímida. Para o além do olhar, nos tocamos, nos maquiamos pondo cores e brilhos naquela pele que conhecemos bem, usamos faixas e flores, apliques e amores. Damos um “dengo” para o nosso ser.










Quando nos olhamos nos espelhos imaginamos os brilhos e paetês que podem colorir a mais bela das belas. Vamos ousar, vamos nos deixar brilhar, sem medo de errar. Nos  libertar, nos desejar e se amar mais e mais.